quarta-feira, 14 de março de 2018


EIXO VI

                                       SER PROFESSOR NA CONTEMPORANEIDADE



Me chamou a atenção o texto estudado no semestre que fala sobre o ser professor na contemporaneidade, o texto traz uma reflexão sobre as práticas docentes, pois o professor é responsável por formar cidadãos críticos e transformadores.
Diante da aceleração do contexto social do século XXI, a pratica pedagogia deve desenvolver quatro aprendizagens fundamentais que serão os pilares do conhecimento para cada indivíduo
Conforme Delors (1996):

                                              “A prática pedagógica 
deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada
indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer que indica o interesse, a abertura
para o conhecimento, que verdadeiramente liberta o indivíduo da ignorância; aprender a
fazer que mostra a coragem de executar, de correr riscos, de inovar, de reinventar, de errar
mesmo na busca de acertar; aprender a conviver que traz o desafio da convivência que
atualmente tem se tornado algo bastante difícil e apresenta o respeito a todos e o exercício de
ética e solidariedade como caminho do entendimento e de boas relações; e, finalmente,
aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o
objetivo de viver”.




O autor alerta que apesar das quatro vias estarem divididas, as mesmas não podem ser divididas, pois estão intimamente ligadas.


Referências:

DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a
descobrir. São Paulo: Cortez. p. 89-102, 1996.

segunda-feira, 12 de março de 2018

                                     DEFICIÊNCIAS


Mitos e Preconceitos sobre a pessoa com deficiência.
Nos anos em que encontro-me em sala ainda não tive a oportunidade de ter um aluno com deficiência, mas confesso que pensar neste hipótese sempre me deixava um pouco tensa, pois já ouvi muitos relatos negativos de colegas que tiveram está experiência.
Através destes relatos acabamos acreditando e até mesmo espalhando que ter uma criança com deficiência em sala é algo muito trabalhoso, pois passamos a entender que está crianças são extremamente dependentes de nós e que não conseguem realizar atividades comuns as outras crianças, tendo que serem tratadas de forma individualizadas, e desta forma acabam excluídas da turma.
Acredito que quando pensamos que as crianças que possuem uma deficiência física são incapazes de realizar algumas atividades, estamos sendo preconceituosos, porque entendemos é colocamos as mesmas em um lugar de coitadinhos, por pensarmos que são incapazes e que estão em desvantagens com os ditos normais de interagir com o meio.
Hoje através dos textos e atividades propostas pela interdisciplinar de educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, penso que a melhor forma de atender uma criança com deficiência é tentar realmente inclui-la, deixando para traz o mito de que a mesma é um peso, fazer com que se sinta parte do grupo, e incentivando-a a realizar as atividades com o seu grupo, mostrando que ela é capaz, como as outras crianças.
Assim como o exemplo da professora de ginástica da autora do texto da autora do texto “Sobre Crocodilos e Avestruzes” Lígia Assumpção Amaral, que simplesmente acreditou que a mesma tinha capacidade de realizar as atividades e ao mesmo tempo a deixou livre para decidir as que conseguiria e as que não conseguiria, estimulando-a e incluído a ao grupo, acreditando que a mesma era capaz.
Acredito que devemos propor, incentivar a criança, a mesma é que deve decidir o que pode é o que não pode fazer, até porque já vi pessoas com deficiência realizando coisa que as que não tem deficiência não se dispõem em fazer.
Claro que se tivéssemos nas escolas os ambientes com os devidos recursos de acessibilidade, quantidade de profissionais adequadas e o um menor número de crianças por turma, seria muito mais fácil, até porque acredito que a falta destes  elementos é o que nos causa grandes tensões, porque com todas estas limitações não conseguimos  proporcionar um atendimento de qualidade para nenhuma criança, independente de deficiente ou não.



Referências:
Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação
Lígia Assumpção Amaral

domingo, 11 de março de 2018

                     A sombra desta Mangueira

No texto “A sombra desta Mangueira” de Paulo Freire, o autor fala sobre dialogicidade, o mesmo busca nos fazer compreender os fundamentos da dialogicidade. Segundo Paulo Freire:

“A Dialogicidade não pode ser compreendida como um instrumento usado pelo educador, às vezes, em coerência com sua opção política. A dialogicidade é uma exigência da natureza humana e também um reclamo da opção democrática do educador.”

O texto reforça que a relação dialógica, comunicação e a intercomunicação entre os sujeitos é indispensável ao conhecimento, a dialogicidade é cheia  curiosidade, inquietação e respeito mútuo entre os sujeitos que o praticam.
Já o anti- diálogo autoritário ofende a natureza do ser humano e é contrário a democracia, sendo assim são inimigos da curiosidade.
No texto o autor também manifesta sua preocupação entre a distância da prática educativa e o exercício da curiosidade. Segundo Paulo Freire:

“Preocupa-me a crescente distância entre a prática educativa e o exercício da curiosidade epistemológica. Temo que a curiosidade alcançada por uma prática educativa reduzida apura técnica seja uma curiosidade castrada, que não ultrapassa uma posição cientificista diante do mundo”.




Referência:
Livro Á Sombra Desta Mangueira, Paulo Freire, São Paulo,2000
Ed- Olho D água.

sábado, 10 de março de 2018

                                 Método Clinico

O Método clínico de Jean Piaget , consiste em investigar a gênese do conhecimento construído pelo sujeito em suas relações com o meio.
 O método é aplicado através de observações e entrevista, e seu aspecto fundamental é a interação entre pesquisador e pesquisado.
Procedimentos de aplicação:
O pesquisador que utiliza o método clínico deve atender os sujeitos de forma individual, colocar ao sujeito uma situação-problema, na qual o mesmo deve explicar ou resolver, estabelecendo uma relação interativa entre pesquisador e o sujeito investigado. segundo Delval (2002):
"Coloca-se o sujeito em uma situação problemática que ele tem que resolver ou explicar e observa-se o que acontece. Enquanto se produz a conduta do sujeito( que insistimos,pode consistir em simples ações, palavras ou em combinação de ambas as coisas), o experimentador procura analisar o que está acontecendo e esclarecer seu significado. Fixa-se em uma série de aspectos da conduta do sujeito e, à medida que vai se produzindo, realiza intervenções motivadas na atuação do sujeito, que têm como objetivo esclarecedor tenha qual é o sentido do que ele está fazendo. Isso supõe que o experimentador tenha de se perguntar a cada momento qual o significado da conduta do sujeito e a relação de suas capacidade mentais.( Delval, 2002,p.68)".
Então o pesquisador procura conhecer o pensamento do sujeito investigado e receber dele sua representações e crenças.



Referências:
Delval,J.Introdução à prática do método clínico:descobrindo o conhecimento da criança. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2002.

                        

                                            TGD

São os transtornos globais do desenvolvimento, os mesmos são distúrbios nas interações sociais, que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida.
Os TGD englobam os diferentes transtornos de especto autista, a síndrome de Asperger, a síndrome de Kanner e a síndrome de Rett.
 Com relação à interação social, as crianças TGD tem dificuldades em iniciar e manter conversas, algumas evitam contato visual e tem aversão ao toque dos outros, preferem se manter isoladas, ações repetitivas são bem comuns.
Em alguns casos dos transtornos globais do desenvolvimento, nota-se mudanças de humor sem causas aparentes e acessos de agressividade, também apresentam variação na atenção, na concentração, e eventualmente na coordenação motora.
Na escola estás crianças mesmo com tempos de aprendizagens diferentes,devem ser incluídos, pois a rotina em grupo e o convívio o social são atitudes de extrema importância para garantir o desenvolvimento destas crianças.
O professor tem um papel fundamental para na inclusão destas crianças, pois o mesmo deve pensar em construir atividades coletivas em que as crianças com TGD possam participar e assim sentir que pertence aquele grupo, pois através da interação com as outras crianças, a criança com autismo tende a desenvolver-se, e o ambiente escolar e essencial para este desenvolvimento.







REFERÊNCIAS:
COMPETÊNCIA SOCIAL, INCLUSÃO ESCOLAR E AUTISMO:
REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA1
Síglia Pimentel Höher Camargo e Cleonice Alves Bosa
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil
Psicologia & Sociedade; 21 (1): 65-74, 2009
Disponível em<https://novaescola.org.br/conteudo/51/o-que-sao-os-transtornos-globais-do-desenvolvimento-tgd> acesso no dia 10/03/2018


sexta-feira, 9 de março de 2018

                          Entre os Muros da Escola

O filme "Entre os Muros da escola" , retrata o cotidiano escolar de uma escola pública  francesa da periferia, onde os professores atuam de modo e conservador convencionais, o personagem principal  é o professor François Martin que busca modificar os métodos  de ensino e vencer os muros impostos pela relação professor-aluno, os  conflitos diários entre professores e alunos nos remete ao nosso cotidiano escolar Brasileiro.
É apesar da França  ser um país de primeiro mundo, podemos identificar conflitos escolares semelhantes aos nossos.
Um fato que me  clamou a atenção logo no início do filme foi os professores antigos, ao receberem os novos professores os alunos, como os bom e maus, criando-se assim um para os novos professores um julgamento prévio a respeito dos alunos da escola.
Percebo que está prática também é muito comum em nossas escola, pois mesmo não sendo correto acabamos sim rotulando nossos alunos, e fazemos questão de passar estes rótulos adiante.
Acredito que todos  os professores e educadores deveriam assistir este filme, para que pudessem refletir sobre suas práticas educacionais, com o objetivo de melhorar as relações professor-aluno, professor-professor e a  aluno-aluno.
E se escolhemos ser professores é porque sabemos que podemos e devemos  fazer a diferença.

                         Síndrome de Tourette

Ao assistir o filme " O Líder da Classe",proposto pela interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia, tive a oportunidade de conhecer a síndrome de Tourette, pois o personagem principal do filme manifestava está síndrome.
O filme conta sua história na qual o mesmo enfrentou discriminações e preconceitos, mas mesmo enfrentando muitas dificuldade não desistiu mostrando-se uma pessoa persistente e determinada a realizar o seu sonho, que era ser professor e poder lecionar apesar da sua síndrome.
O filme realmente emocionante e motivador, resolvi pesquisar para conhecer um pouco mais sobre está síndrome, pois como no filme a primeira vista nos parece que a pessoas que possui está síndrome, é apenas alguém que gosta de ficar de brincadeira ou tirando sarro das outras pessoas.

O que é síndrome de Tourette?

síndrome de Tourette é um transtorno neuropsiquiátrico hereditário que se manifesta durante a infância, caracterizado por diversos tiques físicos e pelo menos um tique vocal. Estes tiques têm remissões e recidivas características, podem ser suprimidos temporariamente e são precedidos por impulsos premonitórios. A síndrome é definida enquanto parte do espectro dos transtornos devido a tiques, no qual se incluem tiques transitórios e crónicos.
 
A descoberta:

A doença foi descrita pela primeira vez em 1825 pelo médico francês Jean Itard. Mais tarde, em 1885Gilles de la Tourette publicou um relato de nove casos da doença, que denominou maladie des tics convulsifs avec coprolalie ("doença dos tiques convulsivos com coprolalia"). Posteriormente, a doença foi renomeada "doença de Gilles de la Tourette", por Charcot, o influente diretor da Salpêtrière.[6]

Fatores Genéticos:

Os fatores genéticos e ambientais desempenham um papel na etiologia da Tourette, embora se desconheçam as causas precisas da doença. Na maior parte dos casos não é necessária qualquer medicação. Não existem tratamentos eficazes para todos os casos de tiques, mas alguns medicamentos e terapias podem ajudar. A educação é uma parte importante de qualquer plano de tratamento, e a própria educação do paciente e palavras de conforto são muitas vezes suficientes enquanto tratamento.[1][4] Em muitos dos pacientes com Tourette que frequentam clínicas da especialidade verificam-se também condições comórbidas (diagnóstico de outras doenças para além de Tourette), como gagueiratranstorno do déficit de atenção com hiperatividade ou transtorno obsessivo-compulsivo. Estas outras condições causam frequentemente maiores transtornos funcionais ao indivíduo do que os tiques característicos de Tourette, pelo que é importante identificar e tratar estas condições.[5]



Referências:
Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Tourette> acesso no dia 09/03/2018