Resumo dos Textos
Atividade da semana do dia 09/04 até
18/04
Conforme apresentamos
no início do semestre, a tônica do nosso trabalho no Seminário Integrador VII
tem como objetivo qualificar a escrita acadêmica.
Sendo assim, dando
continuidade ao processo de qualificação da discussão conceitual articulada com
cenas do cotidiano da escola, para esta semana propomos a seguinte atividade
(preparatória para o encontro presencial do Seminário Integrador em 18/04):
·
Leitura e produção de um resumo impresso ou manuscrito (até duas folhas
frente e verso) contendo citações e definições dos seguintes conceitos (além da
referência bibliográfica completa dos textos).
Esse resumo serviu de consulta para uma
atividade de produção textual individual realizada e entregue presencialmente
no dia 18/04.
o
Escola democrática,
o
Construtivismo na ação pedagógica,
o
Empirismo na ação pedagógica,
o
Maquinaria escolar.
Escolas
Democráticas
As escolas democráticas estão inseridas dentro de uma linha chamada pedagogia
libertária, que se baseia em princípios democráticos e na democracia
participativa, dando direitos de participação iguais a estudantes, professores
e funcionários.
Nestes ambientes de ensino os alunos são colocados como autores centrais dos processos educacionais, pois os
alunos envolvem-se em cada aspecto das operações escolares, incluindo
aprendizagem, ensino e liderança.
Conforme Tosto (2011,p.3):
A partir do regime de livre-educação o aluno
acaba seguindo seu ritmo de
aprendizagem sem pressões, além de adquirir a
responsabilidade de seguir o cronograma
que ele mesmo se impôs a fazer, estimulando
assim o desenvolvimento da autonomia e
controle pessoal. Ao colocá-lo como integrante
ativo e participante das regras e do
funcionamento da escola, o aluno
conscientiza-se dos direitos e deveres para com a
sociedade dentro e fora da escola, formando-se
cidadão.
Aos estudantes também é dada a possibilidade de escolher as atividades
que desejam ou acham que devem fazer, para que desta forma aprendam a ter
iniciativa.
Segundo Tosto (2011, p. 2):
Outro aspecto importante de uma escola
democrática é dar aos estudantes a
possibilidade de escolher o que querem fazer
com seu tempo. Em muitas escolas, não existe
a obrigatoriedade de freqüentar as aulas. Os
estudantes são livres para escolher as
atividades que desejam ou que acham que devem
fazer. Dessa forma aprendem a ter
iniciativa. Eles também ganham a vantagem do
aumento na velocidade e no aproveitamento
do aprendizado, como acontece quando alguém
está praticando uma atividade que é do seu
interesse. Os estudantes dessas escolas são
responsáveis por e têm o poder de dirigir seus
estudos desde muito novos.
Os alunos são incentivados à
buscar o conhecimento a partir do seu interesse
e desta forma acredita-se que os alunos segui seu ritmo de aprendizagem
sem pressão.
O trabalho dos professores nas escolas democráticas segundo Tosto (2011,
p.4):
Na escola democrática o professor deixa de ser
autoridade ou transmissor do
conhecimento para tornar-se mediador das
relações interpessoais e facilitador do
descobrimento. Os educadores são tutores
responsáveis por determinados alunos e, junto
com eles, determinam quais conteúdos serão
estudados conforme a vontade do próprio
aluno. Atuam como orientadores e esclarecedores
de dúvidas, diferente do papel de um
professor autoritário e rígido das escolas
tradicionais. A partir deste conceito a relação
professor-aluno torna-se de parceria e ausente
de qualquer tipo de autoritarismo ou
inferioridade em ambos os lados. A atuação
direta do profissional resume-se em co-orientar
o percurso educativo de cada aluno e a apoiar
os seus processos de aprendizagem, assim
como acompanhar todos os educandos e trabalhar
para que conquistem sua autonomia,
compreendendo o porquê e o para quê estudar.
O
Construtivismo na ação pedagógica
O construtivismo
valoriza as ações do sujeito, por considerar o sujeito um ser com conhecimento,
segundo Lino de Macedo (1990, p.2):
Ao construtivismo
interessam as ações
do sujeito que conhece. Estas, organizadas enquanto esquemas de assimilação,
possibilitam
classificar, estabelecer relações, etc, sem o que aquilo que, por exemplo, se
fala ou se
escreve para alguém
não tem sentido para ele. Ou seja, o que importa é a ação de ler ou interpretar
o texto e não apenas
aquilo que, por ter-se tornado linguagem. pode por ele ser transmitido. Mas,
insisto não basta
isso.
O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina, mas não
para transmiti-la ao seu aluno, mas para formular hipóteses com os seus alunos
e sistematizar quando necessário.
Segundo Lino de Macedo(1990,p.7):
O professor
construtivista deve saber muito a matéria que ensina. Mas, por uma razão
diferente. Antes, tratava-se
de saber bem, para transmitir ou avaliar certo. Agora, trata-se de saber
bem para discutir
com a criança, para localizar na história da ciência o ponto correspondente ao
seu
pensamento, para
fazer perguntas inteligentes, para formular hipóteses, para sistematizar,
quando
necessário. O
conhecimento científico sobre determinado assunto será sempre nossa referência
principal. Mas, não
se trata de saber para impor, submeter ou induzir uma resposta na criança. Em
uma visão não
construtivista a resposta ou mensagem do professor é o que interessa. Em uma
visão
construtivista, é a pergunta ou situação problema que ele desencadeia
nas crianças.
Empirismo na ação pedagógica
O Empirismo é o nome da explicação da gênese do desenvolvimento do
conhecimento, sobre a qual denomina o sujeito como tabula rasa, ou seja
acredita-se que não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através
dos nossos sentidos.
O professor acredita que o conhecimento é transmitido, e que ele deve
ensinar tudo ao aluno, o professor imagina que somente ele pode produzir um
novo conhecimento, que o aluno aprende e só ele pode ensinar.
Segundo Becker (1994,p.3):
No seu imaginário, ele, e somente ele, pode
produzir algum novo
conhecimento no aluno. O aluno aprende se, e
somente se, professor ensina. O professor
acredita no mito da transferência do
conhecimento: o que ele sabe, não importa o nível de
abstração ou de formalização, pode ser
transferido ou transmitido para o aluno. Tudo o que o
aluno tem a fazer é submeter-se à fala do
professor: ficar em silêncio, prestar atenção, ficar
quieto e repetir tantas vezes quantas forem
necessárias, escrevendo, lendo, etc, até aderir em sua mente, o que o professor
deu.
Nas salas de aula são exigidos total silêncio, para que apenas o
professor fale e o aluno escuta, o professor e somente ele decide o que fazer e
o aluno executa.
Conforme Becker (1994,p.1):
Pensemos no primeiro modelo. Para configurá-lo
é só entrar numa sala de aula; é
pouco provável que a gente se engane. O que
encontramos aí? Um professor que observa seus
alunos entrarem na sala, aguardando que se
sentem, que fiquem quietos e silenciosos. As
carteiras estão devidamente enfileiradas e
suficientemente afastadas umas das outras para
evitar que os alunos troquem conversas. Se o
silêncio e a quietude não se fizerem logo, o
professor gritará para um aluno, xingará outra
aluna até que a palavra seja monopólio seu.
Quando isto acontecer, ele começará a dar a
aula.
Como é esta aula? O professor fala e o aluno
escuta. O professor dita e o aluno copia.
O professor decide o
que fazer e o aluno executa. O professor ensina e o aluno aprende.
A
maquinaria escolar
No final da idade média começa a aparecer a infância, pois até então as
crianças eram tratadas como mini adultos, pois o texto revela que as mesmas
aparecem em princípio ligadas a iconografia religiosa, onde nas imagens
registradas pelas artes plásticas as crianças aparecem misturadas com adultos
em cenas de festas e jogos, vê-se a necessidade de construir novos espaços e
condições para os mesmos, surge a escola nacional obrigatória e algumas
políticas sociais para melhorar a infância.
Segundo Varela e Alvarez-Uria (1992,p.2):
1. a definição de um estatuto da infância.
2. a emergência de um espaço específico destinado à
educação das crianças.
3. o aparecimento de um corpo de especialistas da infância
dotados de tecnologias específicas e de "elaborados" códigos
teóricos.
4. a destruição de outros modos de educação.
5. a
institucionalização propriamente dita da escola: a imposição da obrigatoriedade
escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis.
As novas políticas sociais tem em vista
beneficiar as crianças de famílias tradicionais, as pobres não são prioridade.
REFERÊNCIAS:
o
Referência: BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e
modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre,
p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em:
<https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
o
Referência: TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas
Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN
2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em:
<http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
o
Referência: MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua
função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01
jun. 1993. 18(1). Disponível em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
o
Referência: VARELA, Julia et al. A Maquinaria
Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992.
Disponível em:
<https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
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