segunda-feira, 24 de setembro de 2018

                                          Pbworks

A interdisciplina de seminário integrador VIII está nos proporcionando uma oficina sobre o pbworks, que  é um espaço virtual que ao longo do curso já utilizamos para postar vários trabalhos, mas que ainda temos dificuldades em utiliza-la. 
Como é um ambiente com as instruções em inglês, e como algumas de nós tem dificuldades com as tecnologias, e está página e essencial, pois vamos registrar nelas todas as etapas do nosso estágio.
Então uma  oficina para que possamos conhecer e utilizar está ferramenta é fundamental.
Através da oficina com a ajuda da professora Mariângela, já consigo utilizar muitos recursos da minha página no pbworks, e pude perceber que o mesmo é um grande aliado e um facilitador do nosso trabalho.
Agora já posso dizer que trabalhar nesta página não é mais tão assustador e difícil como no inicio.
Mas ainda tenho muito a aprender, e entendi que só se aprende praticando e aproveitando cada momento da oficina.

EIXO VIII

PRIMEIRA AULA PRESENCIAL DO SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII

No dia 22/08/2018 aconteceu a primeira aula do 2º semestre do ano, o tão esperado inicio do estágio.
E foi com muita satisfação e frio na barriga que assisti a primeira aula do semestre.
Satisfação por estar iniciando uma nova e fundamental etapa do curso.
Frio na barriga depois de ouvir todas as informações de como foi organizado o cromograma do semestre.
 Sempre tenho a sensação de que é tudo muito complicado e impossível, e nestes momentos costumo ficar muito nervosa e começo a rir de tudo, não que eu não esteja levando a serio, acredito ser uma reação de defesa emocional diante da situação.
 Mas depois de superada esta etapa em que ouvi tantas informações ao mesmo tempo,  ao refletir sobre as mesmas, comecei a entender melhor como tudo ira funcionar, acredito que tudo vai dar certo, assim como nos outros semestres.
Até porque toda a  equipe  do PEAD  é de excelentes profissionais que nos assessoram o tempo todo, nos ajudando para que possamos concluir  cada  etapa do curso com excelência.
E acredito que agora no estágio não sera diferente.

sábado, 7 de julho de 2018

                  PIAGET, VYGOTSKY E WALLON


EDUAD089 - LINGUAGEM E EDUCAÇÃO - A - TURMA B (2018/1)

Professora: ALINE REIS CARVALHO HERNANDEZ
Atividade em Grupo:
Alunas: Luceli Catiane da Silva, Maria Lucia da Silva Rodrigues, Mirelly Flores da Silva e Rosângela de Araújo Farias

Tarefa: Em grupo, elabore um quadro de análise ou texto estabelecendo uma comparação entre as teorias já estudadas: Epistemologia Genética de Piaget, Interacionismo Simbólico de Vygotsky, incluindo, agora, Henri Wallon. Analise as semelhanças e diferenças teóricas em relação à linguagem.


Teóricos
Piaget
Vygotsky
Wallon
Dados pessoais
Jean Piaget (1896-1980), Pesquisador e filósofo Suíço, formou-se em ciências naturais
Lev Semenovich Vygotsky (1986-1934), formou-se em Direito e estudou Literatura e História
Henri Wallon (1879-1962), pesquisador e professor francês, graduou-se em medicina e estudou psicologia e filosofia
Como pensam o processo de Aprendizagem
A aprendizagem está condicionada ao desenvolvimento cognitivo e afetivo e seus estágios.
Desenvolvimento e aprendizagem são processos concomitantes, interdependentes e recíprocos.
Desenvolvimento e aprendizagem são diretamente influenciados por aspectos culturais e orgânicos de cada indivíduo.









Principais semelhanças de Piaget, Vygotsky e Wallon:
Os três eram sociointeraciorista, portanto, pensam o homem como um ser social;
Tinham formação acadêmicas em outras áreas que não a educação;
Deram contribuições valiosa à educação através das teorias psicogenéticas;
Acreditam que o conhecimento é constituído gradativamente;
Levam em conta a base biológica do funcionamento psicológico;
Acreditam que os processos filogenéticos e ontogenéticos tinham implicações diretas no desenvolvimento.
 Principais diferenças de Piaget, Vygotsky e Wallon:
Piaget e Wallon focavam suas análises sobre o desenvolvimento cognitivo e afetivo do nascimento à adolescência. Vygotsky pensa o desenvolvimento e a aprendizagem como algo que ocorre por toda vida.
Para Piaget, conhecimento é constituído do indivíduo para o social, enquanto Vygotsky e Wallon, do social para o indivíduo.
Embora os três pensassem o homem como um ser social, Piaget privilegiava a maturação biológica como condição ao desenvolvimento cognitivo (aprendizagem): Vygotsky, a interação social: Wallon, a afetividade.
Piaget pensa o social e suas influências sobre os indivíduos pela perspectiva ética: Vygostky, pela perspectiva cultural: e Wallon, pela perspectiva cultural e afetiva.
Para Piaget, o processo de pensamento é resultado esquemas: a linguagem é resultado do desenvolvimento dos processos mentais.
Vygotsky e Wallon não só viam pensamento e linguagem com interdependentes e recíprocos, mas atribuía grande importância à aquisição da linguagem, pois ela diretamente influenciava as funções superiores, porém, Wallon via a emoção (choro, riso, tom de voz agradável ou desagradável) como a primeira linguagem da criança.

Referências:
Disponível em<https://www.google.com.br/search?q=quadro+comparativo+das+teorias+da+aprendizagem&sa=X&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ved=0ahUKEwjmi-OV_4jcAhVHTJAKHVxKDPgQsA> acesso em 07 julho de 2018.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

                              Aquisição da Linguagem

Atividade em Grupo:
Alunas: Luceli Catiane da Silva, Maria Lucia da Silva Rodrigues, Mirelly Flores da Silva e Rosângela de Araújo Farias
Tarefa: Síntese dos grupos sobre “Aquisição da Linguagem”. O grupo deverá elaborar uma síntese, qualificá-la e aprofundá-la em argumentos e reflexões através das nuances e similaridades entre a Epistemologia Genética de Jean Piaget e a Teoria Sociointeracionista de Lev Vygotsky em relação à “aquisição da linguagem”..

A  AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM

A linguagem é uma forma de representação e consiste num sistema de significações no qual a palavra funciona como significantes, porque permite ao sujeito evocar verbalmente os objetos ou acontecimentos ausentes. Em todos os níveis do desenvolvimento mental, existem significações. Essas significações, que aparecem em diferentes momentos do desenvolvimento são provocadas por fatores como maturação, experimentação e equilibração.
- Epistemologia Genética consiste em uma teoria elaborada pelo psicólogo e filósofo Jean Piaget. A epistemologia genética é um resumo de duas teorias existentes. O Apriorismo e o Empirismo. Para Piaget, o conhecimento não é algo “inato” dentro de um indivíduo, como afirma o Apriorismo. De igual forma, o conhecimento não é exclusivamente alcançado através da observação do meio envolvente como declara o Empirismo. Para Piaget o conhecimento é produzido graças a uma interação do indivíduo com o seu meio, de acordo com estruturas que fazem parte do próprio indivíduo.
- Sociointeracionista consiste na teoria de Vygotsky, proposta do desenvolvimento histórico acontece do social para o individual. "O ser humano só adquire cultura, linguagem, desenvolve o raciocínio se estiver inserido no meio com os outros. A criança só vai se desenvolver historicamente se inserida no meio social”. (Vygotsky).
Semelhanças entre Vygotsky e Piaget
Os dois são interacionistas, isto é, estão atentos para relevância entre o indivíduo e meio na elaboração dos processos psíquicos.
São construtivistas em suas concepções do desenvolvimento intelectual, ou seja, sustentam que a inteligência é construída a partir das relações recíprocas do homem com o meio.
Os dois se opõem tanto a teoria empirista quanto a concepção racionalista.
Ambos enfatizam a necessidade de compreensão da gênese dos processos cognitivos.
Defendem que é importante que se respeite o nível da criança na colocação mínima e máxima para cada ensinamento.
Consideram o discurso egocêntrico como ponto de partida do discurso interior.
Ambos empregam métodos qualitativos que buscam apreender os fenômenos psicológicos em sua dinâmica e não somente resultados isolados expressos em estatísticas.
Defendem que a imaginação surge da ação, o que é importante na formação da consciência.
Diferenças entre Vygotsky e Piaget

Quanto ao papel dos fatores internos e externos no desenvolvimento
VYGOTSKY – Privilegia o ambiente social. Reconhece que se variando esse ambiente, o desenvolvimento também variará. Não aceitando uma visão única e universal do desenvolvimento humano.
PIAGET – Privilegia a maturação biológica. Aceita que os fatores internos preponderam sobre os externos, postula o desenvolvimento em sequencia fixa e universal de estagio.
Quanto à construção real
VYGOTSKY – Diz que a criança já nasce num mundo social, e desde o nascimento forma visão do mundo através de interação com adultos ou crianças mais velhas. Pro-cede-se então do social para o individual ao longo do desenvolvimento.
PIAGET – Acredita que os conhecimentos são elaborados espontaneamente pela criança, de acordo com o estagio de desenvolvimento que se encontra, aproximando-se da concepção dos adultos.
Quanto ao papel da aprendizagem
VYGOTSKY – Postula que desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, portanto quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento.
PIAGET – Acredita que a aprendizagem subordina-se ao desenvolvimento e tem pouco impacto sobre ele, minimizando o papel da interação social.

Quanto ao papel da linguagem no desenvolvimento e relação entre linguagem e pensamento

VYGOTSKY – Pensamento e linguagem são processos interdependentes, desde o inicio da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica suas funções mentais superiores, dando uma forma ao pensamento, possibilitando o aparecimento da imaginação, da memoria e o planejamento da ação. A linguagem sistematiza a experiência direta das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.
PIAGET – O pensamento aparece antes da linguagem, sendo uma das suas formas de expressão. Pensamento depende da coordenação dos esquemas sensório-motores e não da linguagem. Esta só ocorre depois que a criança já alcançou determinado nível de habilidades mentais, subordinando-se aos processos de pensamento. Estabelece separação entre as informações que podem ser passadas por meio da linguagem e os processos que não parecem sofrer qualquer influencia cognitiva.

Contribuições para a educação
PIAGET – Coloca ênfase na criança como agente do seu desenvolvimento, responsável pela construção de seu conhecimento, responsável pela construção de seu conhecimento – sujeito da cognição. Considera os erros das crianças como importantes no processo educativo e para partir dele compreender seu modo de pensar. Considera que a função da instrução é a de introduzir formas de pensamento que entram em conflito com o pensamento da criança. Piaget insiste que a educação formal ganharia com a utilização sistemática do desenvolvimento espontâneo da criança. Secundariza aspectos socioculturais o que pode influenciar atitudes discriminatórias.
VYGOTSKY – Considera que a aprendizagem da criança antecede a entrada na escola e que o aprendizado escolar produz algo novo no desenvolvimento infantil, evidenciando as relações interpessoais. Apresenta a noção de que o bom aprendizado é aquele que se adianta da criança, isto é, aquele que considera o nível de desenvolvimento potencial ou proximal. A aprendizagem e desenvolvimento humano pressupõe natureza social sendo processo dialético em que o sujeito transforma e é transformado pela realidade social, física e cultural. Na construção social, considera as crianças como sujeitos sociais que constroem o conhecimento socialmente produzido.
Na visão de Piaget, as linguagens das crianças não refletem o conhecimento que elas têm do real. Se não apresentam limitações neurológicas ou emocionais sérias, elas podem conhecer ou assimilar certos acontecimentos, ainda que comunica-los através de palavras.
Piaget desenvolveu a teoria da concepção da linguagem que é constituída a partir do encontro de um funcionamento endógeno (orgânico) do ser humano com a vida social.
O teórico considera que as crianças não nascem com as capacidades mentais prontas, apenas o modo de interação com o meio ambiente.
Desta forma as atividades intelectuais visam adaptar os sujeitos ao meio ambiente, em uma construção gradativa.
A função semiótica quando a criança faz uso das imagens para criar, fantasiar e imaginar, para Piaget a criança adquire está função por volta dos dois anos de idade, quando começa a diferenciar os significantes (palavras) dos significados (conceitos), de tal forma que os primeiros possam permitir a representação dos signos.
 Tanto Vygotsky, como Piaget, consideram que a criança precisa interagir com o meio ambiente acredita que a criança necessita de mediadores que são: os instrumentos e os signos.  O mesmo também enfatiza a importância da interação e da informação linguística para a construção do conhecimento.


REFERÊNCIAS:
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/direito/socio-interacionismo-de-vigotsky/34160
Disponível em<https://pedagogiaaopedaletra.com/comparando-teoria-piaget-vygotsky/> acesso em 11 junho 2018.
Disponível emhttps://www.webartigos.com/artigos/o-desenvolvimento-da-linguagem-segundo-piaget-fase-inicial-do-processo-de-enino-e-aprendizagem/149499 > acesso em 11 junho 2018.

                                             Avaliação

Após ler os textos propostos e observar as imagens sobre avaliação, pude perceber que avaliar não é uma prática simples, muito pelo contrário, pois devemos levar em conta todos os momentos do desenvolvimento escolar do indivíduo.
segundo Ferreira (1992,p.5):
Avaliar não é verificar a produção, mas fornecer condições para que o aluno crie algo novo. Avaliar deve ser um momento de questionamento, de problematização, de "hipotetizar" o que já foi visto. O professor deve criar formas de avaliações que levem em consideração o raciocínio do aluno, sua capacidade de produzir novos conhecimentos.

No texto " O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar" deixa claro que a forma atual de avaliação só serve para classificar o ser humano.
conforme Luckesi (1995,p.34):
A atual prática de avaliação escolar estipulou como função do ato de avaliar a classificação e não o diagnóstico como deveria ser constitutivamente. ou seja, o julgamento  do valor  que teria a função de possibilitar uma nova tomada de decisão sobre o objeto avaliado, passa a ter função estática de classificar um objeto ou um ser humano histórico num padrão definitivamente determinado.
O texto nos diz  que a melhor forma de avaliar um aluno, é nos momento em sala de aula, pois nestes momentos temos a oportunidade de avaliarmos o aluno como um todo.
segundo Ferreira (2002,p.56):
Os momentos das aulas se constituem excelentes oportunidades para avaliarmos o aluno como um todo: suas atitudes, seus valores, sua participação, seu interesse, sua vivência e experiência, seu relacionamento, seu espírito de iniciativa, sua postura, respeito e tantos outros atributos, além de seu desempenho intelectual. São excelentes momentos para se avaliar o aluno de forma prazerosa e não de forma angustiante. O aluno pode ser avaliado a partir de tarefas diversificadas, de tudo o que ele produz como expressão do seu conhecimento. 






Referências:
FERREIRA, Lucinete. O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar. In:_. Retratos da avaliação: conflitos, desvirtuamentos e caminhos para a superação. Porto Alegre: Mediação,2002. p. 39-61.  
 

domingo, 1 de julho de 2018

                 Leitura e Escrita do Mapa Conceitual


Com base na leitura do mapa conceitual abaixo, produza um texto compreensivo interpretando os conceitos e relações nele apresentadas.

Através do mapa conceitual da inovação pedagógica e tecnologia, pude perceber que o mesmo nos traz o entendimento sobre a inovação e a inovação pedagógica.
A ação humana produz a inovação, que se dá sobre o ambiente e o meio social, e é responsável pela transformação dos mesmos.
Inovação é criar algo novo, por este motivo a inovação constitui objetos tecnológicos, que são desenvolvidos pelas indústrias e fábricas.
A inovação condiciona as instituições (famílias, escolas, igrejas, universidades etc...).
Através da inovação é que está fundamentada a inovação pedagógica, mas para avançarmos na inovação pedagógica, requer a ruptura paradigmática, que significa mudanças na forma de entender o conhecimento.
 Pois rompem com as formas tradicionais de ensinar e aprender, e pressupõe reconhecer a validade do indeterminismo, aleatório, da probabilidade, do acontecimento como princípios epistemológicos próprios da complexidade dos fenômenos naturais e socioculturais.
Pois as formas tradicionais de ensinar e aprender são constituídas pela repetição, pela memorização e a padronização.
A inovação pedagógica pressupõe não apenas a inclusão de novidades tecnológicas, mas também das práticas propostas pelo educador, que precisa inovar para proporcionar novas aprendizagens ao seu educando.

domingo, 24 de junho de 2018

                               Relato de Experiência

Conforme a proposta da interdisciplina de Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação, fiz o relato de uma atividade em que utilizei tecnologia na escola. 

Trabalho na educação infantil, com uma turma de maternal l, e no início do ano no período das adaptações, percebendo que as crianças no decorrer do dia perguntavam pelas mães, resolvi montar um painel com fotos das famílias para amenizar esta falta, assim no  momento que quisessem poderiam velas em fotos.
forrei uma parece com papel pardo e propus as crianças que fizessem desenhos livres com caneta hidrocoleres, pedi as famílias que enviassem fotos e conforme foram mandando fomos montando o painel com as fotos.
Percebi que as crianças ficaram encantadas em ver seus pais nas fotos e já não perguntavam mais das mães, quando sentiam falta iam la e olhavam, também chamavam os colegas para mostra as suas famílias.
Como algumas famílias não enviaram as fotos resolvi fotografar nossos momentos em sala e também coloca-los no mural, assim todos poderiam se ver, o resultado foi fantástico, pois todos os dias em algum momento tem alguém identificando-se e identificando os colegas nas fotos, aprenderam até os nomes dos colegas, então compartilhamos nossos momentos na porta da sala, onde as crianças costumam mostrar aos seus pais eles mesmos e os colegas.

                                 Como é essa Escola?

                                     SEMINÁRIO INTEGRADOR VII

NOME: LUCELI CATIANE DA SILVA            TURMA : B


                                         Como é essa Escola?
Os relatos a seguir foram registros de uma reunião escolar com os professores e a equipe diretiva da mesma, nestes relatos os professores contam sobre suas práticas pedagógicas e as dificuldades com os seus alunos.
No relato da professora Rosa, a mesma descreve que os professores devem escutar seus alunos, saber das suas dificuldades, e dos seus interesses, e a partir dos interesses dos seus alunos a mesma costuma organizar suas práticas, pois prefere que seus alunos definam o que vai ser trabalhado em sala de aula.
A professora Rosa explica que suas aulas podem parecer bagunça, mas que acredita que as crianças precisam de um ambiente que permita a expressão da sua criatividade.
Após ler este relato acredito que está professora segue o modelo dos professores das escolas democráticas, dando aos estudantes a possibilidade de escolher as atividades que desejam fazer para que desta forma aprendam a ter iniciativa.
Segundo Tosto (2011,p.2):
Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a possibilidade de escolher o que querem fazer com o seu tempo. Em muitas escolas, não existe a obrigatoriedade de frenqüentar as aulas. Os estudantes são livres para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no aproveitamento do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma atividade que é do seu interesse.

A professora Margarida relata que prefere trabalhar com desafio, pois a mesma traz um problema, e em um primeiro momento a professora pede que seus alunos resolva-os individualmente, já num segundo momento propõem que os mesmos reúnam-se em pequenos grupos com os colegas e discutam, enquanto os alunos trabalham a professora conversa com eles, esclarecendo dúvidas , colocando questionamentos.
Acredito que conforme o seu relato a professora Margarida segue o modelo do construtivismo, pois a mesma valoriza a ação do sujeito.
E como o professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina, não para  transmiti-la ao seu aluno, mas para formular hipóteses com os seus alunos e sistematizar quando necessário
Segundo Lino Macedo (1990,p.7):
O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina. Mas por uma razão diferente. Antes, tratava-se de saber bem, para transmitir ou avaliar certo. Agora, trata-se de saber bem para discutir com as crianças, para localizar na história da ciência o ponto correspondente ao seu pensamento, para fazer perguntas inteligentes, para formular hipóteses, para sistematizar, quando necessário. O conhecimento cientifico sobre determinados assunto será sempre nossa referência principal. Mas não se trata de saber para impor, submeter ou induzir uma resposta na criança. Em uma visão não construtivista a resposta ou mensagem do professor é o que interessa. Em uma visão construtivista, é a pergunta ou situação problema que ele desencadeia nas crianças.
Através do relato do diretor Antúrio pude perceber que o mesmo acredita e segue o modelo Empirista, pois o mesmo deixa claro que os professores devem ter controle dos alunos em sala de aula, que os professores devem falar e os alunos apenas atenderem quando solicitados, também diz que os alunos devem dominar os conteúdos e serem disciplinados.
O empirismo é o nome da explicação da gênese do desenvolvimento do conhecimento, sobre a qual denomina o sujeito como tabula rasa, ou seja acredita-se que não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos.
O professor acredita que o conhecimento pode ser transmitido, e que ele deve ensinar tudo ao seu aluno, o professor imagina que somente ele pode produzir um novo conhecimento, que o aluno aprende e só ele pode ensinar.
Segundo Becker (1994,P.3):
No seu imaginário, ele, e somente ele, pode produzir algum novo conhecimento no aluno. O aluno aprende se, e somente se, professor ensina. O professor acredita no mito da transferência do conhecimento: o que ele sabe, não importa o nível de abstração ou de formalização, pode ser transferido ou transmitido para o aluno. Tudo o que o aluno tem a fazer é submeter-se á fala do professor: ficar em silêncio, prestar atenção, ficar quieto e repetir tantas vezes forem necessárias, escrevendo, lendo, etc , até aderir em sua mente, o que o professor deu.

O professor Cravo em seu relato deixa claro que tem uma grande diferença entre planejamento que faz para  suas aulas, o mesmo trabalha em uma escola   pública, e  em  outra privada, o mesmo acredita que os alunos da escola pública não teriam condições de acompanhar o planejamento da privada, fica claro que o professor acredita apenas na função social da educação, que nos remete ao texto “ Maquinaria Escolar”, pois  segundo o texto evidencia que a educação destinada aos ricos é pensada para produzir lideranças, pessoas que vão assumir cargos de comando na sociedade, na educação destinada ao pobres tem a função de formar pessoas para obedecerem ordens.







Referências:
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.
 TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>. Acesso em: 10 abr. 2018.
MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01 jun. 1993. 18(1). Disponível em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>. Acesso em: 10 abr. 2018.
VARELA, Julia et al. A Maquinaria Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>. Acesso em: 10 abr. 2018.

                              Resumo dos Textos


Atividade da semana do dia 09/04 até 18/04
Conforme apresentamos no início do semestre, a tônica do nosso trabalho no Seminário Integrador VII tem como objetivo qualificar a escrita acadêmica. 
Sendo assim, dando continuidade ao processo de qualificação da discussão conceitual articulada com cenas do cotidiano da escola, para esta semana propomos a seguinte atividade (preparatória para o encontro presencial do Seminário Integrador em 18/04):
·         Leitura e produção de um resumo impresso ou manuscrito (até duas folhas frente e verso) contendo citações e definições dos seguintes conceitos (além da referência bibliográfica completa dos textos). 

     Esse resumo serviu de consulta para uma atividade de produção textual individual realizada e entregue presencialmente no dia 18/04.

o    Escola democrática, 
o    Construtivismo na ação pedagógica,
o    Empirismo na ação pedagógica,
o    Maquinaria escolar.

                           Escolas Democráticas
As escolas democráticas estão inseridas dentro de uma linha chamada pedagogia libertária, que se baseia em princípios democráticos e na democracia participativa, dando direitos de participação iguais a estudantes, professores e funcionários.

Nestes ambientes de ensino os alunos são colocados como autores  centrais dos processos educacionais, pois os alunos envolvem-se em cada aspecto das operações escolares, incluindo aprendizagem, ensino e liderança.
Conforme Tosto (2011,p.3):
A partir do regime de livre-educação o aluno acaba seguindo seu ritmo de
aprendizagem sem pressões, além de adquirir a responsabilidade de seguir o cronograma
que ele mesmo se impôs a fazer, estimulando assim o desenvolvimento da autonomia e
controle pessoal. Ao colocá-lo como integrante ativo e participante das regras e do
funcionamento da escola, o aluno conscientiza-se dos direitos e deveres para com a
sociedade dentro e fora da escola, formando-se cidadão.

Aos estudantes também é dada a possibilidade de escolher as atividades que desejam ou acham que devem fazer, para que desta forma aprendam a ter iniciativa.
Segundo Tosto (2011, p. 2):
Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a
possibilidade de escolher o que querem fazer com seu tempo. Em muitas escolas, não existe
a obrigatoriedade de freqüentar as aulas. Os estudantes são livres para escolher as
atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter
iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no aproveitamento
do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma atividade que é do seu
interesse. Os estudantes dessas escolas são responsáveis por e têm o poder de dirigir seus
estudos desde muito novos.

Os alunos são incentivados  à buscar o conhecimento a partir do seu interesse  e desta forma acredita-se que os alunos segui seu ritmo de aprendizagem sem pressão.

O trabalho dos professores nas escolas democráticas segundo Tosto (2011, p.4):
Na escola democrática o professor deixa de ser autoridade ou transmissor do
conhecimento para tornar-se mediador das relações interpessoais e facilitador do
descobrimento. Os educadores são tutores responsáveis por determinados alunos e, junto
com eles, determinam quais conteúdos serão estudados conforme a vontade do próprio
aluno. Atuam como orientadores e esclarecedores de dúvidas, diferente do papel de um
professor autoritário e rígido das escolas tradicionais. A partir deste conceito a relação
professor-aluno torna-se de parceria e ausente de qualquer tipo de autoritarismo ou
inferioridade em ambos os lados. A atuação direta do profissional resume-se em co-orientar
o percurso educativo de cada aluno e a apoiar os seus processos de aprendizagem, assim
como acompanhar todos os educandos e trabalhar para que conquistem sua autonomia,
compreendendo o porquê e o para quê estudar.

                          
                                 O Construtivismo na ação pedagógica
O construtivismo valoriza as ações do sujeito, por considerar o sujeito um ser com conhecimento, segundo Lino de Macedo (1990, p.2):

Ao construtivismo
interessam as ações do sujeito que conhece. Estas, organizadas enquanto esquemas de assimilação,
possibilitam classificar, estabelecer relações, etc, sem o que aquilo que, por exemplo, se fala ou se
escreve para alguém não tem sentido para ele. Ou seja, o que importa é a ação de ler ou interpretar
o texto e não apenas aquilo que, por ter-se tornado linguagem. pode por ele ser transmitido. Mas,
insisto não basta isso.


O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina, mas não para transmiti-la ao seu aluno, mas para formular hipóteses com os seus alunos e sistematizar quando necessário.
Segundo Lino de Macedo(1990,p.7):

O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina. Mas, por uma razão
diferente. Antes, tratava-se de saber bem, para transmitir ou avaliar certo. Agora, trata-se de saber
bem para discutir com a criança, para localizar na história da ciência o ponto correspondente ao seu
pensamento, para fazer perguntas inteligentes, para formular hipóteses, para sistematizar, quando
necessário. O conhecimento científico sobre determinado assunto será sempre nossa referência
principal. Mas, não se trata de saber para impor, submeter ou induzir uma resposta na criança. Em
uma visão não construtivista a resposta ou mensagem do professor é o que interessa. Em uma visão
construtivista, é a pergunta ou situação problema que ele desencadeia nas crianças.
                           Empirismo na ação pedagógica
O Empirismo é o nome da explicação da gênese do desenvolvimento do conhecimento, sobre a qual denomina o sujeito como tabula rasa, ou seja acredita-se que não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos.
O professor acredita que o conhecimento é transmitido, e que ele deve ensinar tudo ao aluno, o professor imagina que somente ele pode produzir um novo conhecimento, que o aluno aprende e só ele pode ensinar.
Segundo Becker (1994,p.3):
No seu imaginário, ele, e somente ele, pode produzir algum novo
conhecimento no aluno. O aluno aprende se, e somente se, professor ensina. O professor
acredita no mito da transferência do conhecimento: o que ele sabe, não importa o nível de
abstração ou de formalização, pode ser transferido ou transmitido para o aluno. Tudo o que o
aluno tem a fazer é submeter-se à fala do professor: ficar em silêncio, prestar atenção, ficar
quieto e repetir tantas vezes quantas forem necessárias, escrevendo, lendo, etc, até aderir em sua mente, o que o professor deu.
Nas salas de aula são exigidos total silêncio, para que apenas o professor fale e o aluno escuta, o professor e somente ele decide o que fazer e o aluno executa.
Conforme Becker (1994,p.1):

Pensemos no primeiro modelo. Para configurá-lo é só entrar numa sala de aula; é
pouco provável que a gente se engane. O que encontramos aí? Um professor que observa seus
alunos entrarem na sala, aguardando que se sentem, que fiquem quietos e silenciosos. As
carteiras estão devidamente enfileiradas e suficientemente afastadas umas das outras para
evitar que os alunos troquem conversas. Se o silêncio e a quietude não se fizerem logo, o
professor gritará para um aluno, xingará outra aluna até que a palavra seja monopólio seu.
Quando isto acontecer, ele começará a dar a aula.
Como é esta aula? O professor fala e o aluno escuta. O professor dita e o aluno copia.
O professor decide o que fazer e o aluno executa. O professor ensina e o aluno aprende.

                             A maquinaria escolar
No final da idade média começa a aparecer a infância, pois até então as crianças eram tratadas como mini adultos, pois o texto revela que as mesmas aparecem em princípio ligadas a iconografia religiosa, onde nas imagens registradas pelas artes plásticas as crianças aparecem misturadas com adultos em cenas de festas e jogos, vê-se a necessidade de construir novos espaços e condições para os mesmos, surge a escola nacional obrigatória e algumas políticas sociais para melhorar a infância.
Segundo Varela e Alvarez-Uria (1992,p.2):

1. a definição de um estatuto da infância.
2. a emergência de um espaço específico destinado à educação das crianças.
3. o aparecimento de um corpo de especialistas da infância dotados de tecnologias específicas e de "elaborados" códigos teóricos.
4. a destruição de outros modos de educação.
5. a institucionalização propriamente dita da escola: a imposição da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis.


 As novas políticas sociais tem em vista beneficiar as crianças de famílias tradicionais, as pobres não são prioridade.



REFERÊNCIAS:
o    Referência: BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.
        Escola democrática
o    Referência: TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>. Acesso em: 10 abr. 2018.
o    Referência: MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01 jun. 1993. 18(1). Disponível em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>. Acesso em: 10 abr. 2018.
       Maquinaria Escolar
o      Referência: VARELA, Julia et al. A Maquinaria Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>. Acesso em: 10 abr. 2018.