Como é essa Escola?
SEMINÁRIO
INTEGRADOR VII
NOME: LUCELI CATIANE DA SILVA TURMA : B
Como é
essa Escola?
Os relatos a seguir foram registros de uma
reunião escolar com os professores e a equipe diretiva da mesma, nestes relatos
os professores contam sobre suas práticas pedagógicas e as dificuldades com os
seus alunos.
No relato da professora Rosa, a mesma descreve que
os professores devem escutar seus alunos, saber das suas dificuldades, e dos
seus interesses, e a partir dos interesses dos seus alunos a mesma costuma
organizar suas práticas, pois prefere que seus alunos definam o que vai ser
trabalhado em sala de aula.
A professora Rosa explica que suas aulas podem
parecer bagunça, mas que acredita que as crianças precisam de um ambiente que
permita a expressão da sua criatividade.
Após ler este relato acredito que está
professora segue o modelo dos professores das escolas democráticas, dando aos
estudantes a possibilidade de escolher as atividades que desejam fazer para que
desta forma aprendam a ter iniciativa.
Segundo Tosto (2011,p.2):
Outro aspecto
importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a possibilidade de
escolher o que querem fazer com o seu tempo. Em muitas escolas, não existe a
obrigatoriedade de frenqüentar as aulas. Os estudantes são livres para escolher
as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a
ter iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no
aproveitamento do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma
atividade que é do seu interesse.
A professora Margarida relata
que prefere trabalhar com desafio, pois a mesma traz um problema, e em um
primeiro momento a professora pede que seus alunos resolva-os individualmente,
já num segundo momento propõem que os mesmos reúnam-se em pequenos grupos com
os colegas e discutam, enquanto os alunos trabalham a professora conversa com
eles, esclarecendo dúvidas , colocando questionamentos.
Acredito que conforme o seu
relato a professora Margarida segue o modelo do construtivismo, pois a mesma
valoriza a ação do sujeito.
E como o professor
construtivista deve saber muito a matéria que ensina, não para transmiti-la ao seu aluno, mas para formular
hipóteses com os seus alunos e sistematizar quando necessário
Segundo Lino Macedo
(1990,p.7):
O
professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina. Mas por uma
razão diferente. Antes, tratava-se de saber bem, para transmitir ou avaliar
certo. Agora, trata-se de saber bem para discutir com as crianças, para
localizar na história da ciência o ponto correspondente ao seu pensamento, para
fazer perguntas inteligentes, para formular hipóteses, para sistematizar,
quando necessário. O conhecimento cientifico sobre determinados assunto será
sempre nossa referência principal. Mas não se trata de saber para impor,
submeter ou induzir uma resposta na criança. Em uma visão não construtivista a
resposta ou mensagem do professor é o que interessa. Em uma visão
construtivista, é a pergunta ou situação problema que ele desencadeia nas
crianças.
Através do relato do diretor
Antúrio pude perceber que o mesmo acredita e segue o modelo Empirista, pois o
mesmo deixa claro que os professores devem ter controle dos alunos em sala de
aula, que os professores devem falar e os alunos apenas atenderem quando
solicitados, também diz que os alunos devem dominar os conteúdos e serem
disciplinados.
O empirismo é o nome da
explicação da gênese do desenvolvimento do conhecimento, sobre a qual denomina
o sujeito como tabula rasa, ou seja acredita-se que não há nada no nosso
intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos.
O professor acredita que o
conhecimento pode ser transmitido, e que ele deve ensinar tudo ao seu aluno, o
professor imagina que somente ele pode produzir um novo conhecimento, que o
aluno aprende e só ele pode ensinar.
Segundo Becker (1994,P.3):
No seu
imaginário, ele, e somente ele, pode produzir algum novo conhecimento no aluno.
O aluno aprende se, e somente se, professor ensina. O professor acredita no
mito da transferência do conhecimento: o que ele sabe, não importa o nível de
abstração ou de formalização, pode ser transferido ou transmitido para o aluno.
Tudo o que o aluno tem a fazer é submeter-se á fala do professor: ficar em
silêncio, prestar atenção, ficar quieto e repetir tantas vezes forem
necessárias, escrevendo, lendo, etc , até aderir em sua mente, o que o
professor deu.
O professor Cravo em
seu relato deixa claro que tem uma grande diferença entre planejamento que faz
para suas aulas, o mesmo trabalha em uma
escola pública, e
em outra privada, o mesmo
acredita que os alunos da escola pública não teriam condições de acompanhar o
planejamento da privada, fica claro que o professor acredita apenas na função
social da educação, que nos remete ao texto “ Maquinaria Escolar”, pois segundo o texto evidencia que a educação
destinada aos ricos é pensada para produzir lideranças, pessoas que vão assumir
cargos de comando na sociedade, na educação destinada ao pobres tem a função de
formar pessoas para obedecerem ordens.
Referências:
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos
epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01
jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em:
<https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
TOSTO, Rosanei.
Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN
2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em:
<http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua função
educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01 jun.
1993. 18(1). Disponível
em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
VARELA, Julia et al. A Maquinaria
Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992.
Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>.
Acesso em: 10 abr. 2018.
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