domingo, 24 de junho de 2018

                                 Como é essa Escola?

                                     SEMINÁRIO INTEGRADOR VII

NOME: LUCELI CATIANE DA SILVA            TURMA : B


                                         Como é essa Escola?
Os relatos a seguir foram registros de uma reunião escolar com os professores e a equipe diretiva da mesma, nestes relatos os professores contam sobre suas práticas pedagógicas e as dificuldades com os seus alunos.
No relato da professora Rosa, a mesma descreve que os professores devem escutar seus alunos, saber das suas dificuldades, e dos seus interesses, e a partir dos interesses dos seus alunos a mesma costuma organizar suas práticas, pois prefere que seus alunos definam o que vai ser trabalhado em sala de aula.
A professora Rosa explica que suas aulas podem parecer bagunça, mas que acredita que as crianças precisam de um ambiente que permita a expressão da sua criatividade.
Após ler este relato acredito que está professora segue o modelo dos professores das escolas democráticas, dando aos estudantes a possibilidade de escolher as atividades que desejam fazer para que desta forma aprendam a ter iniciativa.
Segundo Tosto (2011,p.2):
Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a possibilidade de escolher o que querem fazer com o seu tempo. Em muitas escolas, não existe a obrigatoriedade de frenqüentar as aulas. Os estudantes são livres para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no aproveitamento do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma atividade que é do seu interesse.

A professora Margarida relata que prefere trabalhar com desafio, pois a mesma traz um problema, e em um primeiro momento a professora pede que seus alunos resolva-os individualmente, já num segundo momento propõem que os mesmos reúnam-se em pequenos grupos com os colegas e discutam, enquanto os alunos trabalham a professora conversa com eles, esclarecendo dúvidas , colocando questionamentos.
Acredito que conforme o seu relato a professora Margarida segue o modelo do construtivismo, pois a mesma valoriza a ação do sujeito.
E como o professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina, não para  transmiti-la ao seu aluno, mas para formular hipóteses com os seus alunos e sistematizar quando necessário
Segundo Lino Macedo (1990,p.7):
O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina. Mas por uma razão diferente. Antes, tratava-se de saber bem, para transmitir ou avaliar certo. Agora, trata-se de saber bem para discutir com as crianças, para localizar na história da ciência o ponto correspondente ao seu pensamento, para fazer perguntas inteligentes, para formular hipóteses, para sistematizar, quando necessário. O conhecimento cientifico sobre determinados assunto será sempre nossa referência principal. Mas não se trata de saber para impor, submeter ou induzir uma resposta na criança. Em uma visão não construtivista a resposta ou mensagem do professor é o que interessa. Em uma visão construtivista, é a pergunta ou situação problema que ele desencadeia nas crianças.
Através do relato do diretor Antúrio pude perceber que o mesmo acredita e segue o modelo Empirista, pois o mesmo deixa claro que os professores devem ter controle dos alunos em sala de aula, que os professores devem falar e os alunos apenas atenderem quando solicitados, também diz que os alunos devem dominar os conteúdos e serem disciplinados.
O empirismo é o nome da explicação da gênese do desenvolvimento do conhecimento, sobre a qual denomina o sujeito como tabula rasa, ou seja acredita-se que não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos.
O professor acredita que o conhecimento pode ser transmitido, e que ele deve ensinar tudo ao seu aluno, o professor imagina que somente ele pode produzir um novo conhecimento, que o aluno aprende e só ele pode ensinar.
Segundo Becker (1994,P.3):
No seu imaginário, ele, e somente ele, pode produzir algum novo conhecimento no aluno. O aluno aprende se, e somente se, professor ensina. O professor acredita no mito da transferência do conhecimento: o que ele sabe, não importa o nível de abstração ou de formalização, pode ser transferido ou transmitido para o aluno. Tudo o que o aluno tem a fazer é submeter-se á fala do professor: ficar em silêncio, prestar atenção, ficar quieto e repetir tantas vezes forem necessárias, escrevendo, lendo, etc , até aderir em sua mente, o que o professor deu.

O professor Cravo em seu relato deixa claro que tem uma grande diferença entre planejamento que faz para  suas aulas, o mesmo trabalha em uma escola   pública, e  em  outra privada, o mesmo acredita que os alunos da escola pública não teriam condições de acompanhar o planejamento da privada, fica claro que o professor acredita apenas na função social da educação, que nos remete ao texto “ Maquinaria Escolar”, pois  segundo o texto evidencia que a educação destinada aos ricos é pensada para produzir lideranças, pessoas que vão assumir cargos de comando na sociedade, na educação destinada ao pobres tem a função de formar pessoas para obedecerem ordens.







Referências:
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.
 TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>. Acesso em: 10 abr. 2018.
MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01 jun. 1993. 18(1). Disponível em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>. Acesso em: 10 abr. 2018.
VARELA, Julia et al. A Maquinaria Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>. Acesso em: 10 abr. 2018.

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