domingo, 24 de junho de 2018

                               Relato de Experiência

Conforme a proposta da interdisciplina de Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação, fiz o relato de uma atividade em que utilizei tecnologia na escola. 

Trabalho na educação infantil, com uma turma de maternal l, e no início do ano no período das adaptações, percebendo que as crianças no decorrer do dia perguntavam pelas mães, resolvi montar um painel com fotos das famílias para amenizar esta falta, assim no  momento que quisessem poderiam velas em fotos.
forrei uma parece com papel pardo e propus as crianças que fizessem desenhos livres com caneta hidrocoleres, pedi as famílias que enviassem fotos e conforme foram mandando fomos montando o painel com as fotos.
Percebi que as crianças ficaram encantadas em ver seus pais nas fotos e já não perguntavam mais das mães, quando sentiam falta iam la e olhavam, também chamavam os colegas para mostra as suas famílias.
Como algumas famílias não enviaram as fotos resolvi fotografar nossos momentos em sala e também coloca-los no mural, assim todos poderiam se ver, o resultado foi fantástico, pois todos os dias em algum momento tem alguém identificando-se e identificando os colegas nas fotos, aprenderam até os nomes dos colegas, então compartilhamos nossos momentos na porta da sala, onde as crianças costumam mostrar aos seus pais eles mesmos e os colegas.

                                 Como é essa Escola?

                                     SEMINÁRIO INTEGRADOR VII

NOME: LUCELI CATIANE DA SILVA            TURMA : B


                                         Como é essa Escola?
Os relatos a seguir foram registros de uma reunião escolar com os professores e a equipe diretiva da mesma, nestes relatos os professores contam sobre suas práticas pedagógicas e as dificuldades com os seus alunos.
No relato da professora Rosa, a mesma descreve que os professores devem escutar seus alunos, saber das suas dificuldades, e dos seus interesses, e a partir dos interesses dos seus alunos a mesma costuma organizar suas práticas, pois prefere que seus alunos definam o que vai ser trabalhado em sala de aula.
A professora Rosa explica que suas aulas podem parecer bagunça, mas que acredita que as crianças precisam de um ambiente que permita a expressão da sua criatividade.
Após ler este relato acredito que está professora segue o modelo dos professores das escolas democráticas, dando aos estudantes a possibilidade de escolher as atividades que desejam fazer para que desta forma aprendam a ter iniciativa.
Segundo Tosto (2011,p.2):
Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a possibilidade de escolher o que querem fazer com o seu tempo. Em muitas escolas, não existe a obrigatoriedade de frenqüentar as aulas. Os estudantes são livres para escolher as atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no aproveitamento do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma atividade que é do seu interesse.

A professora Margarida relata que prefere trabalhar com desafio, pois a mesma traz um problema, e em um primeiro momento a professora pede que seus alunos resolva-os individualmente, já num segundo momento propõem que os mesmos reúnam-se em pequenos grupos com os colegas e discutam, enquanto os alunos trabalham a professora conversa com eles, esclarecendo dúvidas , colocando questionamentos.
Acredito que conforme o seu relato a professora Margarida segue o modelo do construtivismo, pois a mesma valoriza a ação do sujeito.
E como o professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina, não para  transmiti-la ao seu aluno, mas para formular hipóteses com os seus alunos e sistematizar quando necessário
Segundo Lino Macedo (1990,p.7):
O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina. Mas por uma razão diferente. Antes, tratava-se de saber bem, para transmitir ou avaliar certo. Agora, trata-se de saber bem para discutir com as crianças, para localizar na história da ciência o ponto correspondente ao seu pensamento, para fazer perguntas inteligentes, para formular hipóteses, para sistematizar, quando necessário. O conhecimento cientifico sobre determinados assunto será sempre nossa referência principal. Mas não se trata de saber para impor, submeter ou induzir uma resposta na criança. Em uma visão não construtivista a resposta ou mensagem do professor é o que interessa. Em uma visão construtivista, é a pergunta ou situação problema que ele desencadeia nas crianças.
Através do relato do diretor Antúrio pude perceber que o mesmo acredita e segue o modelo Empirista, pois o mesmo deixa claro que os professores devem ter controle dos alunos em sala de aula, que os professores devem falar e os alunos apenas atenderem quando solicitados, também diz que os alunos devem dominar os conteúdos e serem disciplinados.
O empirismo é o nome da explicação da gênese do desenvolvimento do conhecimento, sobre a qual denomina o sujeito como tabula rasa, ou seja acredita-se que não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos.
O professor acredita que o conhecimento pode ser transmitido, e que ele deve ensinar tudo ao seu aluno, o professor imagina que somente ele pode produzir um novo conhecimento, que o aluno aprende e só ele pode ensinar.
Segundo Becker (1994,P.3):
No seu imaginário, ele, e somente ele, pode produzir algum novo conhecimento no aluno. O aluno aprende se, e somente se, professor ensina. O professor acredita no mito da transferência do conhecimento: o que ele sabe, não importa o nível de abstração ou de formalização, pode ser transferido ou transmitido para o aluno. Tudo o que o aluno tem a fazer é submeter-se á fala do professor: ficar em silêncio, prestar atenção, ficar quieto e repetir tantas vezes forem necessárias, escrevendo, lendo, etc , até aderir em sua mente, o que o professor deu.

O professor Cravo em seu relato deixa claro que tem uma grande diferença entre planejamento que faz para  suas aulas, o mesmo trabalha em uma escola   pública, e  em  outra privada, o mesmo acredita que os alunos da escola pública não teriam condições de acompanhar o planejamento da privada, fica claro que o professor acredita apenas na função social da educação, que nos remete ao texto “ Maquinaria Escolar”, pois  segundo o texto evidencia que a educação destinada aos ricos é pensada para produzir lideranças, pessoas que vão assumir cargos de comando na sociedade, na educação destinada ao pobres tem a função de formar pessoas para obedecerem ordens.







Referências:
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.
 TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>. Acesso em: 10 abr. 2018.
MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01 jun. 1993. 18(1). Disponível em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>. Acesso em: 10 abr. 2018.
VARELA, Julia et al. A Maquinaria Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>. Acesso em: 10 abr. 2018.

                              Resumo dos Textos


Atividade da semana do dia 09/04 até 18/04
Conforme apresentamos no início do semestre, a tônica do nosso trabalho no Seminário Integrador VII tem como objetivo qualificar a escrita acadêmica. 
Sendo assim, dando continuidade ao processo de qualificação da discussão conceitual articulada com cenas do cotidiano da escola, para esta semana propomos a seguinte atividade (preparatória para o encontro presencial do Seminário Integrador em 18/04):
·         Leitura e produção de um resumo impresso ou manuscrito (até duas folhas frente e verso) contendo citações e definições dos seguintes conceitos (além da referência bibliográfica completa dos textos). 

     Esse resumo serviu de consulta para uma atividade de produção textual individual realizada e entregue presencialmente no dia 18/04.

o    Escola democrática, 
o    Construtivismo na ação pedagógica,
o    Empirismo na ação pedagógica,
o    Maquinaria escolar.

                           Escolas Democráticas
As escolas democráticas estão inseridas dentro de uma linha chamada pedagogia libertária, que se baseia em princípios democráticos e na democracia participativa, dando direitos de participação iguais a estudantes, professores e funcionários.

Nestes ambientes de ensino os alunos são colocados como autores  centrais dos processos educacionais, pois os alunos envolvem-se em cada aspecto das operações escolares, incluindo aprendizagem, ensino e liderança.
Conforme Tosto (2011,p.3):
A partir do regime de livre-educação o aluno acaba seguindo seu ritmo de
aprendizagem sem pressões, além de adquirir a responsabilidade de seguir o cronograma
que ele mesmo se impôs a fazer, estimulando assim o desenvolvimento da autonomia e
controle pessoal. Ao colocá-lo como integrante ativo e participante das regras e do
funcionamento da escola, o aluno conscientiza-se dos direitos e deveres para com a
sociedade dentro e fora da escola, formando-se cidadão.

Aos estudantes também é dada a possibilidade de escolher as atividades que desejam ou acham que devem fazer, para que desta forma aprendam a ter iniciativa.
Segundo Tosto (2011, p. 2):
Outro aspecto importante de uma escola democrática é dar aos estudantes a
possibilidade de escolher o que querem fazer com seu tempo. Em muitas escolas, não existe
a obrigatoriedade de freqüentar as aulas. Os estudantes são livres para escolher as
atividades que desejam ou que acham que devem fazer. Dessa forma aprendem a ter
iniciativa. Eles também ganham a vantagem do aumento na velocidade e no aproveitamento
do aprendizado, como acontece quando alguém está praticando uma atividade que é do seu
interesse. Os estudantes dessas escolas são responsáveis por e têm o poder de dirigir seus
estudos desde muito novos.

Os alunos são incentivados  à buscar o conhecimento a partir do seu interesse  e desta forma acredita-se que os alunos segui seu ritmo de aprendizagem sem pressão.

O trabalho dos professores nas escolas democráticas segundo Tosto (2011, p.4):
Na escola democrática o professor deixa de ser autoridade ou transmissor do
conhecimento para tornar-se mediador das relações interpessoais e facilitador do
descobrimento. Os educadores são tutores responsáveis por determinados alunos e, junto
com eles, determinam quais conteúdos serão estudados conforme a vontade do próprio
aluno. Atuam como orientadores e esclarecedores de dúvidas, diferente do papel de um
professor autoritário e rígido das escolas tradicionais. A partir deste conceito a relação
professor-aluno torna-se de parceria e ausente de qualquer tipo de autoritarismo ou
inferioridade em ambos os lados. A atuação direta do profissional resume-se em co-orientar
o percurso educativo de cada aluno e a apoiar os seus processos de aprendizagem, assim
como acompanhar todos os educandos e trabalhar para que conquistem sua autonomia,
compreendendo o porquê e o para quê estudar.

                          
                                 O Construtivismo na ação pedagógica
O construtivismo valoriza as ações do sujeito, por considerar o sujeito um ser com conhecimento, segundo Lino de Macedo (1990, p.2):

Ao construtivismo
interessam as ações do sujeito que conhece. Estas, organizadas enquanto esquemas de assimilação,
possibilitam classificar, estabelecer relações, etc, sem o que aquilo que, por exemplo, se fala ou se
escreve para alguém não tem sentido para ele. Ou seja, o que importa é a ação de ler ou interpretar
o texto e não apenas aquilo que, por ter-se tornado linguagem. pode por ele ser transmitido. Mas,
insisto não basta isso.


O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina, mas não para transmiti-la ao seu aluno, mas para formular hipóteses com os seus alunos e sistematizar quando necessário.
Segundo Lino de Macedo(1990,p.7):

O professor construtivista deve saber muito a matéria que ensina. Mas, por uma razão
diferente. Antes, tratava-se de saber bem, para transmitir ou avaliar certo. Agora, trata-se de saber
bem para discutir com a criança, para localizar na história da ciência o ponto correspondente ao seu
pensamento, para fazer perguntas inteligentes, para formular hipóteses, para sistematizar, quando
necessário. O conhecimento científico sobre determinado assunto será sempre nossa referência
principal. Mas, não se trata de saber para impor, submeter ou induzir uma resposta na criança. Em
uma visão não construtivista a resposta ou mensagem do professor é o que interessa. Em uma visão
construtivista, é a pergunta ou situação problema que ele desencadeia nas crianças.
                           Empirismo na ação pedagógica
O Empirismo é o nome da explicação da gênese do desenvolvimento do conhecimento, sobre a qual denomina o sujeito como tabula rasa, ou seja acredita-se que não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos.
O professor acredita que o conhecimento é transmitido, e que ele deve ensinar tudo ao aluno, o professor imagina que somente ele pode produzir um novo conhecimento, que o aluno aprende e só ele pode ensinar.
Segundo Becker (1994,p.3):
No seu imaginário, ele, e somente ele, pode produzir algum novo
conhecimento no aluno. O aluno aprende se, e somente se, professor ensina. O professor
acredita no mito da transferência do conhecimento: o que ele sabe, não importa o nível de
abstração ou de formalização, pode ser transferido ou transmitido para o aluno. Tudo o que o
aluno tem a fazer é submeter-se à fala do professor: ficar em silêncio, prestar atenção, ficar
quieto e repetir tantas vezes quantas forem necessárias, escrevendo, lendo, etc, até aderir em sua mente, o que o professor deu.
Nas salas de aula são exigidos total silêncio, para que apenas o professor fale e o aluno escuta, o professor e somente ele decide o que fazer e o aluno executa.
Conforme Becker (1994,p.1):

Pensemos no primeiro modelo. Para configurá-lo é só entrar numa sala de aula; é
pouco provável que a gente se engane. O que encontramos aí? Um professor que observa seus
alunos entrarem na sala, aguardando que se sentem, que fiquem quietos e silenciosos. As
carteiras estão devidamente enfileiradas e suficientemente afastadas umas das outras para
evitar que os alunos troquem conversas. Se o silêncio e a quietude não se fizerem logo, o
professor gritará para um aluno, xingará outra aluna até que a palavra seja monopólio seu.
Quando isto acontecer, ele começará a dar a aula.
Como é esta aula? O professor fala e o aluno escuta. O professor dita e o aluno copia.
O professor decide o que fazer e o aluno executa. O professor ensina e o aluno aprende.

                             A maquinaria escolar
No final da idade média começa a aparecer a infância, pois até então as crianças eram tratadas como mini adultos, pois o texto revela que as mesmas aparecem em princípio ligadas a iconografia religiosa, onde nas imagens registradas pelas artes plásticas as crianças aparecem misturadas com adultos em cenas de festas e jogos, vê-se a necessidade de construir novos espaços e condições para os mesmos, surge a escola nacional obrigatória e algumas políticas sociais para melhorar a infância.
Segundo Varela e Alvarez-Uria (1992,p.2):

1. a definição de um estatuto da infância.
2. a emergência de um espaço específico destinado à educação das crianças.
3. o aparecimento de um corpo de especialistas da infância dotados de tecnologias específicas e de "elaborados" códigos teóricos.
4. a destruição de outros modos de educação.
5. a institucionalização propriamente dita da escola: a imposição da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis.


 As novas políticas sociais tem em vista beneficiar as crianças de famílias tradicionais, as pobres não são prioridade.



REFERÊNCIAS:
o    Referência: BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.89-96, 01 jun. 1994. Semestral. 19(1). Disponível em: <https://pt.scribd.com/document/260250772/BECKER-Fernando-Modelos-pedagogicos-e-modelos-epistemologicos-2-pdf>. Acesso em: 10 abr. 2018.
        Escola democrática
o    Referência: TOSTO, Rosanei. Escolas Democráticas Utopias ou Realidade. Revista Pandora Brasil, ISSN 2175-3318. v. 4. 2011. Disponível em: <http://docplayer.com.br/7270548-Escolas-democraticas-utopia-ou-realidade.html>. Acesso em: 10 abr. 2018.
o    Referência: MACEDO, Lino de. O Construtivismo e sua função educacional. Educação e Realidade, Porto Alegre, p.25-31, 01 jun. 1993. 18(1). Disponível em: <https://www.ufrgs.br/psicoeduc/piaget/o-construtivismo-e-sua-funcao-educacional/>. Acesso em: 10 abr. 2018.
       Maquinaria Escolar
o      Referência: VARELA, Julia et al. A Maquinaria Escolar. Teoria & Educação, São Paulo, n. 6, p.68-96, 1992. Disponível em: <https://pt.scribd.com/doc/70553618/Julia-Varela-e-Fernando-Alvarez-Uria-Maquinaria-Escolar-1>. Acesso em: 10 abr. 2018.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

   Refletindo sobre o papel do Planejamento Escolar

Através do texto "Planejamento de ensino: Um ato Político-Pedagógico1" de Rays, que nos convida a conhecer, aprender e refletir sobre os cinco momentos de um planejamento.
A interdisciplina de Didática, planejamento e avaliação, nos propôs ler o texto e completar um quadro analisando as etapas do panejamento pedagógico.
E foi de grande importância realizar  está atividade, pois através da mesma adquiri novos conhecimentos sobre as etapas do planejamento.
A atividade pede para que sejam destacadas as principais ideias de cada etapa, mas acredito que todas as ideias são de grande importância para a construção de um bom e adequado planejamento, em seguida temos o quadro da degustação das ideias, onde podemos relatar nosso entendimento sobre as ideias do texto e logo após podemos relaciona-las com as nossas práticas.

 Quadro de Rays:






Referências:
Disponível em<
http://files.professora-jamily.webnode.com/200000074-d6c4bd8b84/TEXTO%206_Planejamento_de_Ensino_Oswaldo%20Alonso%20RAYS.pdf> acesso em 21 de Junho de 2018




                                    Apresentações 

Para a finalização da interdisciplina da Eja, recebemos a proposta de criarmos grupos e realizarmos entrevistas com alunos e professores da educação de jovens e adultos.
No segundo momento os pequenos grupos apresentaram o trabalho para o grande grupo.
Seguindo a orientação para o trabalho o mesmo ficou assim:

Educação de Jovens e Adultos no Brasil – Turma B
Proposta 2 Entrevista com estudantes ou egress@s da EJA Professora Aline Reis C. Hernadez
Tutora: Maria Rosane Rutsatz Componentes do grupo: Andreia A. Manoel Godinho Luceli Catiane da Silva Maria Lúcia da S. Rodrigues Rosângela de A. Farias

A entrevista realizada, ocorreu com os alunos da EJA na E.M.E. Fundamental Farroupilha, situada na Avenida Senador Salgado Filho, nº 6031, vila Orieta, cidade de Viamão, RS. Com as turmas das professoras “D” e “C”, Etapa I e Etapa II.
❖ Horário das aulas: das 18:30 às 22:00hs. ❖ O espaço físico da escola é bom, tem muros em seu entorno para dar mais proteção a comunidade escolar, grades no hall de entrada que dá acesso direto à secretaria escolar, e a portaria tem um guarda municipal e o portão chaveado. Tem área coberta para dias de chuva. ❖ A escola tem sala de multimídia, sala de atendimento educacional especializado, biblioteca, quadra de esporte fechada e também aberta, horta escolar, saguão com mesa de flaflu e ping pong para os alunos se distraírem no intervalo, refeitório bem grande com mesas e bancos para os alunos lancharem, para aqueles que chegam direto do trabalho podem jantar antes de começar as aulas. ❖ A escola esta numa área urbana onde têm pequenos comércios, igreja, farmácias
Dados da entrevista:
 ❖ Entrevistados: 10 alunos
 ❖ Idade: Entre 24 a 64 anos 
❖ Gênero: 8 F e 2 M ❖ Etnia/ Raça: 5 brancos - 3 negra - 2 parda 
❖ Todos estudaram em escolas públicas. A maioria necessita se desloca com transporte coletivo. Somente duas alunas não frequentaram a escola quando crianças. Uma delas, aos 16 anos participou do “Projeto Ler” por 2 anos, sendo alfabetizada. Ofertado numa escola no horário noturno das 18h as 20:30min.
Como era o ensino nos anos em que frequentou a escola durante a infância/adolescência? 
❖ Educação e professores mais rígidos;
 ❖ Podiam castigar e puxar orelhas dos alunos;
 ❖ As aulas eram todos os níveis juntas, no Projeto Ler. O motivo que os levou a não estudar ou deixarem a escola mais cedo:
 ❖ Precisavam trabalhar ou cuidar dos irmãos; 
❖ Escola era distante;
 ❖ Pais ou responsáveis acreditavam que pobre não tinha necessidade do filho estudar.
 ❖ Expulso por falta de respeito, pai trabalhava como pedreiro, e não o matriculou mais.
Por que retornar a escola?
 ❖ Saber ler e escrever para não passar vergonha; 
❖ Realização do sonho da formatura; 
❖ Para saber ler e compreender os documentos antes de assinar;
 ❖ Retornou para dar incentivo para filha, mas a filha parou devido o marido não deixar ela estudar (16 anos); 
❖ Não perder o emprego;
 ❖ Ter uma certificação para subir de cargo ou arrumar um emprego melhor; 
❖ Dar continuidade nos estudos, visando fazer um curso técnico ou superior.

A escola de hoje é diferente da escola que você estudou na infância?
 ❖ A maioria relatou que não mudou; 
❖ Somente a forma dos professores são mais amigos e conversam mais com os alunos, e que antes eram severas, rígidos que as crianças tinham medo.
Que lembranças trazem de quando estudaram, o que aprenderam?
 ❖ Lembram das letras, do alfabeto, dos números das operações, de pintar e copiar do quadro.
 ❖ Um livro que era usado somente na sala de aula;
Como o professor(a) ensinava? 
Passava no quadro, lia e fazia prova escrita e prova oral, tínhamos que decorar e fazer como ele ensinava. O que achava desta forma de ensinar? 
A maioria disse que achava bom, mas quem conseguia se fazer como a professora mandava se dava bem, os demais tinham que fazer várias cópias no caderno com a letra que era indicada. 
Voltar a estudar está sendo para eles a realização pessoal, e uma satisfação muito grande. E sair da rotina, voltar a viver uma vida social mesmo que dentro da escola, com os colegas, participar de eventos e ainda conseguir atingir o principal objetivo “se alfabetizar” “ter uma certificação”, para todos está sendo muito importante.
O que você  acha de estar na escola?
 O que aprendes na escola da EJA consegues levar para tua vida? 
Sim, quem tem crianças pequenas na fase da alfabetização, já consegue auxiliar essa criança. Consegue incentivar outras pessoas a voltar a estudar. Recebem muito estimulo da família e amigos e torcendo pela nova conquista.
 Qual o sentido para você de (voltar a) estudar agora, depois de jovem/adulta(o)?
 Diferente, as vezes difícil, devido a rotina que se tem na vida adulta, os compromissos, as preocupações, o medo de sair a noite e de voltar para casa, mas ao mesmo tempo se sentem animados por estarem fazendo algo novo, em busca do conhecimento e não depender de outras pessoas para ler ou escrever algo para que consigam entender. 

Depois das entrevistas realizadas, e vimos uma turma heterogenia apesar das distintas idades entre os alunos, pois conforme a idade deles ocorre um choque de cultura, mas com essa diferença podemos afirmar que podemos aprender escutando o que o outro tem a nos informar.
 De acordo com OLIVEIRA: Todos somos inteligentes, todos pensamos de forma adequada, já que os mecanismos do psiquismo são universais. Paradoxalmente, o contexto, a cultura, a história, que parecem ser tão proeminentes nessa abordagem que busca romper com o etnocentrismo, seriam componentes quase que acessórios, que apenas permitem, favorecem, promovem a emergência daquilo que está posto como possibilidade psicológica de todos os seres humanos. (Oliveira, 1997, p. 52)
Conhecer, perceber, escutar fazer o aluno se descobrir como cidadão onde ele mesmo consiga ter forças e energia para continuar dentro da escola para que consiga realizar o sonho da conquista da diplomação, de um novo emprego, ou seja, de um futuro melhor.
 De acordo com Vygotsky 2008 (apud. VARGAS, GOMES. 2013 p. 3), o sujeito é ativo e interativo, pois constrói conhecimento e constitui-se por meio das relações interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo mesmo que seus conhecimentos, papéis e funções sociais vão sendo internalizados, possibilitando a construção de novos conhecimentos e o desenvolvimento da personalidade e da consciência
Conclusão do grupo: 
Após as entrevistas, as leituras dos artigos nós concluímos que a EJA é sim um resgate de uma parte da população que infelizmente ainda continua a margem da sociedade. 
E que infelizmente ao longo da história poucos governos levaram a sério esta questão. O pouco/muito que podemos fazer como educadores é dar atenção devida quando atuamos com essa modalidade de ensino, sempre incentivando a não desistirem. Saber escutar suas histórias, respeitar e fazer todos se respeitarem, pois mesmo que não tenham o letramento essas pessoas têm muito a ensinar a todos nós.

Na noite do dia 20/06/2018 apresentamos nosso trabalho, e assistimos as apresentações dos trabalhos das colegas, um momento de grandes aprendizagens e trocas de conhecimentos.
Parabéns a todos os grupos.


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A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Lucia Monte Blanco e Luceli da Silva, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna




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Referências:
 FRIEDRICH, Márcia. et al. “Trajetória da escolarização de jovens e adultos no Brasil: de plataformas de governo a propostas pedagógicas esvaziadas”. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 18, n. 67, p. 389-410, abr./jun. 2010. RESOLUÇÃO Nº 04, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2015. Disponível em: http://www.viamao.rs.gov.br/files/Resoluo_N_04.pdf Acesso em: 17/06/2018 às 16h44min. 
VIEGAS, Ana Cristina Coutinho.; MORAES, Maria Cecília Sousa de. Um convite ao retorno: relevâncias no histórico da EJA no Brasil. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 12, n. 1, p.456-478, 2017. Disponível em: . E-ISSN: 1982-5587. Data de submissão: 03/2017. Aprovação final em: 03/2017
 VARGAS, Patrícia Guimarães; GOMES, Maria de Fátima Cardoso. Aprendizagem e desenvolvimento de jovens e adultos: novas práticas sociais, novos sentidosArquivo In: Educação e Pesquisa. São Paulo, v. 39, n. 2, p. 449-463, abr./jun. 2013.a GIROUX, Henry A. Alfabetização e a pedagogia do empowerment político . Universidade de Miami. Oxford, Ohio . S/ano.

terça-feira, 19 de junho de 2018

                                 Alfabetização de Adultos

 No texto Alfabetização de adultos: ainda um desafio, da autora Regina Hara, apresenta as dificuldades que os educadores populares enfrentam em suas várias práticas de escolarização popular, nos depoimentos dos que buscam trabalhar com os adultos das camadas populares as principais dificuldades são, ensinar, motivar e conseguir ganhos de consciência.
Para melhorar esta realidade o CEDI, através do seu programa de Educação e Escolarização popular, procura acompanhar instituições, grupos e pessoas que se dedicam ao trabalho de alfabetização de adultos, buscam a medida do possível apoiar estes programas nos seus objetivos políticos-educacionais, prestando assessorias nas discussões sobre as concepções das práticas, acompanhamentos nas realizações das práticas com apoio metodológico formações de professores e na produção de materiais didático.
A autora deixa claro que o maior problema enfrentado tanto nas instituições de públicas, quanto em grupos populares está ligado a evasão escolar, ligados a muitos fatores sociais, pois os adultos das camadas populares dentre as adversidades que a sociedade lhes impõe a questão escolarização acaba com peso menor para sua sobrevivência, porque os mesmos tendem a priorizar os fatores como habitação, saúde, emprego, alimentação e transporte.
O texto nos mostra práticas pedagógicas adequadas para trabalhar com adultos não alfabetizados, juntando as teorias de Paulo Freire, Emília Ferreiro e Ana Teberosky, que através de suas investigações contribuíram para a construção do conhecimento sobre a escrita.
No texto a autora detalha as concepções que os adultos não alfabetizados fazem a respeito da escrita, também nos detalha algumas práticas pedagógicas e materiais didáticos que conforme as experiências relatadas beneficiam e estimulam os educandos nas aprendizagens de sala de aula.
Contribuindo e incentivando nas suas leituras e escritas, proporcionando um ambiente que a construção da autonomia de cada pessoa.
No texto fica claro que tanto o educador, quanto o educando devem gostar de estar no ambiente escolar, e que o mesmo deve proporcionar trocas de conhecimentos tanto de forma coletiva, quanto de forma individual.


Referências:
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. ed. São Paulo: CEDI, 1992.

domingo, 3 de junho de 2018

                           Linha do tempo da EJA



               Alguns fatos que marcaram a trajetória da Educação de Jovens e Adultos no Brasil:
1) 1549, Primeira prática educativa de jovens e adultos no Brasil;
2) 1824, Marco histórico, primeira constituição;
3) 1891, Segunda constituição;
4) 1921,Conferência internacional;
5) 1925, Lei Rocha Vaz;
6) 1942,Fundo nacional do Ensino Primário;
7) 1947, Serviço de educação de adultos e a campanha de educação de adultos;
8) 1952, Campanha da educação Rural;
9) 1958,II Congresso nacional de educação de adultos;
10)1959, Período de luz da trajetória;
11)1964, Inicio da Ditadura Militar;
12)1967,Movimento Brasileiro de alfabetização, O Mobral;
13)1969,Nomeação do presidente do Mobral, pelo presidente da República;
14)1985, O Mobral foi extinto;
15)1990, Fundação educar foi extinta, em seu lugar surge o programa nacional de alfabetização e cidadania;
16)1996,Alteração na constituição, que garantia gratuidade e obrigatoriedade na oferta do ensino  fundamental;
17)2000, Criação das DCNS para a EJA;
18)2007,Índice alterado de evasão escolar;
19)2009, VI Conferência internacional de educação de adultos;
20)2010, Conferência nacional de educação;
21)2011, Elaboração do novo e atual PNE.


Referências:
disponível em<https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2381345/mod_resource/content/1/8321-26449-1-PB.pdf> acesso no dia 03 junho 2018